Operação do Exército e da Polícia Civil do Amazonas descobriu a primeira plantação de coca no Brasil
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Conhecendo a Espanha pela boca
O Pensador Selvagem
Uma das coisas mais interessantes das viagens é a possibilidade de conhecer e provar comidas diferentes. Faremos um recorrido pela Espanha gastronômica partindo do norte, na Galicia e chegando até o mediterrâneo, passando pelo centro e o País Vasco. A comida na Espanha é tão diferente de uma região à outra como os costumes dos seus habitantes. Como em qualquer outro país, a forma de alimentar-se vem imposta pelas condições econômicas e ambientais.
Começando na Galicia, ninguém pode deixar de provar o famoso "Pulpo a la Gallega" (Polvo à Galega). Nada mais é que polvo cozido com água e sal e depois de escorrido, temperado com azeite de oliva virgem e páprika picante, Uma delicia. Mas não podemos deixar a oportunidade de saborear umas vieiras, um marisco delicioso e muito típico na Galicia. É o símbolo do "Xacobeo", a peregrinação à Santiago de Compostela (é aquela concha que aparece no chapéu do santo). Existem muitas formas de prepara-las, mas na Galicia eu comi as melhores da minha vida. Outro prato muito característico da Galicia é o "Lacón con Grelos" (não está mal escrito, é grelos mesmo). É um pernil de porco cozido com grelos (uma espécie de verdura), só vindo à Galicia para saber como é bom, ou se conhecer algum galego, peça para ele explicar, vale a pena. A Galicia é uma das províncias espanholas onde se come melhor e mais, porque o galego gosta de fartura.
Seguido a costa norte, chegamos ao País Vasco. Lá a coisa é mais fina. A cozinha Vasca é considerada uma das melhores do mundo, junto à francesa. Os melhores chefs da Espanha são especialistas em cozinha Vasco-francesa. No País Vasco a gente come bem, mas em quantidades justas. É a terra dos mexidos de ovos com tudo (não é omelette). Os mexidos se chamam "Revueltos". tem revuelto de camarão, de aspargos, de verduras, de bacalhau, do que seja. A cozinha vasca é também muito elaborada com pratos de categoria internacional. Um dos mais famosos é o "Bacalao a la Vizcaína", um prato muito saboroso e que requer bastante tempo de preparação. Os Vascos também são grandes consumidores de frutos do mar.
Descendo no sentido horário, arribamos em Barcelona. A comida barcelonesa é um exemplo claríssimo de comida mediterrânea. Óleo de oliva, verduras, carnes e pescado, formam a base da dieta dos catalães". Niguém pode falar de comida catalã sem mencionar a legendária "butifarra", uma espécie de salsichão branco, muito comum em toda Catalonia. Também, como no resto da Espanha, há deliciosos pratos preparados com favas e chouriço. Mas uma das coisas mais simples e típicas é o "pan con tomaca" (pão com tomate). Em qualquer bar, o "bocadilho" (sanduíche feito com pão francês), é preparado com tomate esfregado, sim, esfregado. Se despoja o pão do seu miolo e se esfrega o tomate, depois se põe um pouco de azeite de oliva virgem e sal, é muito bom e serve pra comer com qualquer coisa encima, como queijo ou presunto. Não se atreva a mencionar pão com manteiga em Barcelona, seria um sacrilégio. Eu já fiz isso e não me entenderam. Insisti tentando explicar que era como um "bocadillo" de "mantequilla" e eles colocaram uma fatia enorme de manteiga dentro do pão, como se fosse um queijo.

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Etiquetas: Espanha, Gastronomia
Ninguém é de ninguém
O Pensador Selvagem - Na Espanha há uma Ilha diferente de todas, inclusive da própria Espanha. Um lugar onde quase tudo está permitido. Para alguns é o paraíso, para outros a perdição. A pequena ilha de Ibiza, conhecida como "Isla Blanca", é como um pequeno país onde ninguém é de ninguém.
Ibiza é o lugar preferido de todos os que querem uma vida sem tabus, onde a fauna humana mais diversa y peculiar pode dar vazão às suas fantasias mais ocultas.
Em Ibiza podemos encontrar a milhonarios, princesas, gays, lésbicas, camponeses, políticos, jogadores de futebol famosos, pilotos de fórmula 1 e inclusive gente normal, que buscam a liberdade de poder ser como são sem medo ás críticas. Mas isso sim, a maioria não quer passar desapercebido.
As ruas do porto, são em primeiro lugar uma beleza mediterrânea, com suas casas brancas, seus bares típicos, boutiques e camelôs vendendo de tudo para os turistas. Estes são a maioria da população durante o verão, época ideal para visitar a ilha e soltar a franga.
Mas é de noite quando o pessoal se transforma e baixa o santo, deixando aflorar as tendências mais ocultas de cada um.
Uma das discotecas mais famosas da ilha, a "Privilege", antiga "KU" (nome muito sugestivo, ein? vejam as fotos aqui), pode-se encontrar de tudo. Mulheres com mulheres, homens com homens, bichos raros, roupas extravagantes e gente sem roupa, são coisas normais. Uma vez eu estava lá com o meu grupo, quando num dos intervalos do nosso show, vi uma mulher loira, belíssima, vestida com uma roupa de couro negra composta por jaqueta, um chapéu desses parecidos aos da polícia americana, colar prateado com tachinhas, bikini (só a parte de baixo) e botas, levando na mão um chicote e uma correia de cachorro. Uma correia de cachorro? Sim, ela passeava o seu animalzinho amarrado pelo pescoço por toda a discoteca. O "bichinho" era um senhor de uns cinqüenta anos vestido com uma tanguinha de couro negro que andava de quatro ás ordens da sua espetacular dona. Nada do outro mundo.
Ainda com a boca aberta, não pela cena em si, mas pela beleza da dona do cachorrinho, vi outro animal que me chamou a atenção. Uma vaquinha. Uma vaquinha de cor negra, com aproximadamente um metro e noventa, calçada com umas botas malhadas (de vaca, claro), com um salto de pelo menos 45cm, a cabeça raspada com dois chifrinhos, uma tanguinha malhada (de vaquinha), que mal podia ocultar um enorme recheio, e um badalo enorme pendurado no pescoço, uma gracinha, dançando alegremente entre outros animais da fauna ibicenca.
Outra vez, fomos contratados para tocar na festa gay. O nosso grupo levava um costureiro, que costurava... costurava,,,, que era o responsável das roupas que vestiam nossas exuberantes mulatas. Nada mais chegar à discoteca o nosso costureiro desapareceu. Não nos preocupamos muito até que se aproximava a hora do show e precisamos dele para arrumar as garotas. Quando já pensávamos que se havia perdido, apareceu todo descabelado e com cara de que foi comida e gostou. Perguntado pelo seu paradeiro, contou que ao ir ao banheiro conheceu um jovem alemão, e, os dois, no banheiro da discoteca, deram linha solta aos seus instintos sexuais. Legal. Nós, os homens do grupo, estávamos encolhidos, sentados, só olhando como aqueles caras enormes e cheios de músculos se beijavam, abraçavam e dançavam. Ë um pequeno exemplo do que pode acontecer em Ibiza.
Naquela época, não sei se ainda está lá, tinha uma cama enorme num dos terraços da discoteca. Uma cama de uns oito metros quadrados, que estava sempre cheia de gente. Lindas garotas juntinhas, garotos, turistas, curiosos, todos deixavam cair seus cansados corpos naquela confortável cama. Ninguém se assusta com nada do que vê, ou pelo menos finge.
De repente, um murmuro chama a atenção de todos. Ao olhar para o cenário central, vimos como um casal mostrava todos os seus conhecimentos amorosos, realizando as mais incríveis posturas Kamasutricas, diante de um publico que aplaudia efusivamente. Outros casais esperavam a sua vez para tentar conseguir o prêmio oferecido ao melhor desempenho. Não eram profissionais, eram turistas voluntários. Não importava o prêmio, o importante era participar.
Em fim, Ibiza é o lugar ideal pra os que querem sair do armário, jogar água pra fora da banheira, sentar na boneca, engolir espada e essas coisas.
Me faz lembrar a letra de uma marchinha de carnaval de um amigo meu que diz:
Ninguém é de ninguém
Vamo aproveitar meu bem
Se ninguém é de ninguém
Então vamos além
Vamos se animar
Pois ninguém é de ninguém.
Vamos fazer a rodinha
Pra ver quem fica com alguém
Eu fico com a sua amiguinha
Você com a minha pois ninguém é de ninguém.

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Brasil, pela primeira vez, passa a ser credor externo
A soma dos ativos brasileiros no exterior (constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais) superou o valor da dívida externa do país, pela primeira vez em sua história. Segundo o relatório Focus, do Banco Central, em 2003, a dívida superava os ativos em US$ 165,2 bilhões. Em 2007, essa diferença, por estimativa, cai para US$ 4,3 bilhões. E, em janeiro deste ano, a posição se inverte e são os ativos que superam a dívida externa em mais de US$ 4 bilhões.
O resultado obtido decorre das políticas macroeconômicas adotadas e da liquidez internacional que permitiu o ingresso de divisas no País. O relatório destaca ainda o bom desempenho das empresas exportadoras e os resultados recordes da balança comercial como fatores cruciais para a melhora na posição internacional do País.
As reservas internacionais tiveram “evolução sem precedentes” nos últimos anos, de acordo com o relatório. Subiram de US$ 16,3 bilhões, em 2002, para US$ 180,3 bilhões, no final de 2007. Apenas no ano passado, cresceu 110%.
Os ingressos de capitais também foram recordes. Alcançaram a cifra de US$ 88,2 bilhões em 2007. Na avaliação do Banco Central, esses ingressos foram bem distribuídos entre Investimentos Estrangeiros Diretos (IED), em carteira e outros. Os ingressos líquidos de IED atingiram o maior montante da série histórica, US$ 34,6 bilhões, mais que o dobro dos valores observados em 2002. Já os investimentos estrangeiros em carteira foram conseguidos graças ao desenvolvimento do mercado acionário brasileiro, o reforço das regras de governança corporativa e o estímulo à capitalização acionária por meio de ofertas públicas de ações.
Os dólares vindos dos investimentos e dos superávits (obtidos desde 2003) permitiram ao Brasil acumular reservas e também reduzir o montante da dívida. Em 2005, por exemplo, o governo brasileiro liquidou seu passivo com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Declarações - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, em declarações à imprensa, disse que essa mudança de devedor a credor pode levar o país ao grau de investimento (o investment grade é a classificação dada por agências de risco aos países considerados mais seguros para investir) ainda este ano e que esses bons indicadores tornam o país mais resistente às crises externas.
A análise é semelhante à do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, que afirmou, em nota, que "este feito é resultado direto da implementação, nos últimos anos, de políticas macroeconômicas responsáveis e consistentes, baseadas no tripé responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e metas para a inflação. Esse tripé tem assegurado uma melhora gradativa dos nossos fundamentos fiscais e externos, o que aumenta a resistência da economia a choques adversos".
Novas moedas - O Banco Central lançará em junho moedas para comemorar o bicentenário da chegada da corte portuguesa ao Brasil e o centenário do início da imigração japonesa ao País. O projeto da moeda comemorativa da chegada da corte (com valor de 5 reais) registra o evento simbólico do desembarque da Família Real no Rio de Janeiro, na atual Praça XV, e presta homenagem a cinco importantes instituições que, fundadas por D. João: a Justiça Militar da União (criada como "Conselho Supremo Militar e de Justiça"); o Jardim Botânico do Rio de Janeiro ("Jardim da Aclimação"); a Imprensa Nacional ("Impressão Régia"); o Ministério da Fazenda ("Erário Régio"); e o Banco do Brasil.
Já o projeto da outra moeda (com valor de 2 reais) exibe o navio Kasato Maru, que representa o início da imigração japonesa, e faz referência à presença japonesa no desenvolvimento da agricultura brasileira, simbolizada por uma camponesa japonesa colhendo caquis. O caqui, nome originado do japonês, foi difundido no Brasil por aqueles imigrantes. SECOM/Em Questão![]()
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Ainda temos muito que aprender
Desde que cheguei à Espanha, nunca me senti como um estrangeiro e a palavra imigrante ou exilado só me lembrava a Gonçalves Dias, de cujos versos, recordo sempre emocionado. Naquela época, não havia problema problema para entrar aqui e quando entrei, via Barcelona, só tive que mostrar o passaporte. As coisas mudaram muito e a situação, com avanço da direita, a poucos dias das eleições presidenciais, começa a ser preocupante.
Andando pelas ruas, notava que aqui o povo falava muito de estrangeiros e imigrantes, principalmente mouros. Comecei a perceber que o espaço era limitado, muito mais que no Brasil, onde a gente viaja quilômetros e quilômetros por campos com uma baixíssima densidade demográfica. Viajando pela Espanha, eu via como os campos estão completamente ocupados por cultivos e a cada poucos quilômetros há uma cidade. Percebi, então, que existia uma verdadeira preocupação pelo território e sua distribuição.
A pesar disso, o espanhol sempre foi amável com os visitantes, menos com os marroquinos, que a pesar de formarem o maior coletivo de imigrantes do país, não se integram reunindo-se em pequenos guetos.
Mas de alguns anos para cá, a coisa mudou muito com a chegada de milhares de cidadãos latino-americanos, principalmente os de fala hispânica. Os brasileiros ainda somos relativamente poucos e fazemos pouco barulho.
Esta situação está provocando uma série de conflitos com a população local, que acostumada a diferentes invasões ao longo dos séculos, está começando a ver a imigração latina como outro perigo para o seu bem-estar.
Na minha opinião, isto ocorre por influencia dos meios de comunicação, que tratam de forma errônea o fenômeno da imigração. Quando um jornal, que na maioria das vezes usa o sensacionalismo para vender, da uma noticia de um roubo, frisa a participação dos latinos dando a impressão equivocada de que estes são os responsáveis pelo aumento da criminalidade. Todos os dias a televisão fala de delitos cometidos por cidadãos latinos, mesmo que sejam pequenos ou insignificantes comparando com as estatísticas gerais. Por outro lado, os benefícios aportados à sociedade por este coletivo, que na sua grande maioria é de gente trabalhadora e honesta, não têm interesse para as vendas de jornais ou para aumentar a audiência televisiva.
Por exemplo: desde que cheguei, poucas vezes vi alguma reportagem sobre a beleza do nosso país e suas regiões, mas são comuns os documentários sobre a devastação da selva amazônica, que deixam entrever que a culpa é dos brasileiros. Aqui na Espanha existem varias empresas importadoras de madeira nobre procedente da região amazônica, que deveriam compartir a culpa da destruição da nossa floresta com outras nações da Europa, Ásia e Estados Unidos. É mais fácil comprar um móvel de madeira nobre brasileira aqui que no Brasil. É como as drogas, os traficantes existem porque existem os consumidores.
Toda esta informação parcial, leva a um entendimento deturpado sobre a imigração por parte da população, fato que ultimamente está sendo aproveitado pela direita racista e xenófoba para ganhar terreno, não só na Espanha como no resto da Europa.
A poucas semanas para as eleições presidenciais espanholas, os imigrantes estão sendo atacados pelos políticos de direita, que tentam desesperadamente recuperar alguns dos votos perdidos nos passados comícios, quando o governo direitista de José María Aznar, mentiu descaradamente sobre as investigações dos atentados de Madrid, perdendo a confiança dos cidadãos.
Uma das últimas "pérolas" sacadas do fundo da (de)mente direitista, propõe a criação de um contrato que teriam que assinar as pessoas interessadas em morar na Espanha. Este contrato obrigaria o imigrante a adaptar-se a alguns costumes espanhóis, os quais ainda não foram especificados. Eu aqui fico imaginando quais costumes estaríamos obrigados a assumir. Talvez a "siesta" seja um, ou tomar "cañas", ou quem sabe, levar à cama alguma turista alemã, todos eles costumes muito estendidos neste país. Ou será que este contrato nos obrigará a pagar mais à previdência social e a usar menos os serviços médicos? Não estou falando nenhuma besteira, porque o político autor da iluminada proposta, acusa literalmente às mulheres equatorianas por solicitar exames de mama, alegando que no seu país de origem estes exames são caros. Mas elas sim têm a obrigação de pagar, e como eu já publiquei no OPS, a arrecadação da previdência social aumentou uma barbaridade nos últimos anos graças ao aporte dos imigrantes.
Tenho medo. Realmente tenho medo de um retrocesso nos avanços alcançados no terreno dos direitos humanos. Cada vez mais pessoas repetem nas ruas as besteiras paridas pelos redatores xenófobos dos jornais e pelos políticos de direita oportunistas. Onde vamos acabar? Estamos bem (mal) rodeados.
Espero que o bom senso prevaleça na população espanhola, que é na sua grande maioria, gente alegre e de boa convivência e a direita e suas propostas absurdas sejam afastadas de toda esperança de ocupar o poder. Do contrario, a coisa vai ficar feia, não só para os imigrantes, mas para a raça humana em geral, que depois de tanta paulada ainda não aprendeu nada. Que pena.

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Espanha "is Diferent". De quê?
O Pensador Selvagem
De tudo. Do Brasil, da Europa, do oriente e de todo o mundo. O país de "la siesta" induz o visitante a ser cúmplice da legendária forma de ser do espanhol, que se traduz em uma curta frase que define todo o caráter deste povo: "No pasa nada".
Uma vez eu estava parado no sinal de um cruzamento quando um motociclista que conduzia uma espécie de lambreta esbarrou no para-choque do meu carro e caiu. Ë verdade eu estava parado! Minha sorte foi que tinha um carro da polícia parado atrás do meu, e os policiais viram tudo. Imediatamente desceram do carro, meteram o sujeito dentro e saíram a toda velocidade deixando-me lá, confuso sem saber o que fazer. Como bom cidadão, que sou, saí correndo atrás deles. Imaginei que se dirigiriam ao hospital mais próximo. De fato, chegando lá encontrei o carro patrulha parado na porta. Desci e fui me apresentar aos policiais para oferecer a minha ajuda ou assumir a minha responsabilidade, caso tivesse alguma. Me apresentei aos guardas como o motorista do carro envolvido no acidente, disposto inclusive a ir à delegacia resolver o problema. Então, descobri a primeira lei de vida na Espanha. Depois da minha apresentação e a inútil explicação, o guarda me disse: "Tranquilo, estamos en España, aqui no pasa nada". Realmente não "passou" nada.
Assim é o caráter do espanhol. Tem que acontecer alguma coisa muito séria para que ocorra alguma reação notável. Vendo as noticias na televisão, a gente fica abismado de ver como o locutor ao narrar alguma detenção acrescenta: "El detenido ya lo había sido otras 35 vezes por el mismo motivo el pasado año". Como? Um indivíduo que foi preso por furto ou roubo, já tinha sido detido outras 34 vezes pelo mesmo motivo em um ano? Verdade. Além de ser verdade é comum. Acontece todos os dias. Como é possível? Não sabemos com certeza. mas é assim, ladrões comuns são presos todos os dias por delitos pelos quais já foram enjaulados e desenjaulados varias vezes em um curto período de tempo. Mas, "no pasa nada".
Ainda vendo as noticias, ouvimos que um fiscal pede 1500 anos de cadeia para um criminoso julgado por diferentes delitos ao mesmo tempo. Imaginem, 1500 anos apodrecendo numa cela, isso sim, com televisão, mesa para escrever, aquecimento, direito a visitas conjugais, e saídas diárias por bom comportamento. Lembro aqueles desenhos de uma caveira pendurada na masmorra de algum castelo feudal. Mas como é possível que o fiscal peça estas penas tão exageradas se todos sabemos que pelas leis espanholas ninguém pode passar mais de 30 anos na cadeia, e as condenas não se acumulam? Também sabemos que no máximo em dez anos este criminoso estará na rua outra vez. São coisas que acontecem na Espanha, "No pasa nada".
Agora, uma das coisas mais interessantes da Espanha, também das mais conhecidas, é o saudável costume de dormir depois de comer. Ahh, la siesta! Aí sim que a gente se acostuma. Entre as 14:00h e as 16:30, não tente sair, comprar ou fazer nada, principalmente no verão, porque não vai ser possível. Todo mundo dorme. Qualquer lugar seve para dormir a siesta. Mesmo que você não esteja acostumado a "planchar la oreja" depois do almoço, vai acabar rendido à este hábito tão espanhol. Na verdade, o verão na Espanha é tão forte ao meio dia que a gente não tem vontade de fazer nada, mais se esta já era uma tendência natural e espontânea, como no caso dos brasileiros, especialmente os cariocas. Eu, por exemplo, já aperfeiçoei a "siesta" acrescentando algumas horas a mais. Se temos em conta que no verão o sol se põe perto das dez da noite, me parece lógico alongar a minha "siestecilla" até as oito, que aqui são da tarde. Santa siesta!
Outro costume muito respeitado na península ibérica é o de resolver qualquer problema, ou tratar de fazer qualquer negocio no bar tomando cerveja. A "Caña", bendita "caña" de vinho ou de cerveja acompanhada de uma "tapita". O que eu não sei é como depois de tomar varias cervejas ao dia e dormir varias horas, o pessoal consegue trabalhar. Porque aqui os caras trabalham. Mas trabalham daquele jeito, né. Uma encanação pode durar meses e uma obra muitos anos, ou pelo menos até que convoquem eleições, neste caso é como no Brasil, a obra se inaugura mesmo que seja sem terminar e... depois a gente arruma, "no pasa nada".
Sabe de uma coisa, hoje é domingo, são três horas da tarde e estou na Espanha. Deveria terminar este texto de alguma forma lógica, mas já estou dando cabeçadas nas teclas e me sinto invadido por uma inevitável necessidade de dormir a "siesta". E pensando bem, "no pasa nada". Depois eu continuo. Até amanhã.
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Bloco Ilê Aiyê trabalha há 34 anos pela inclusão social

Dirigente do bloco Ilê Aiyê, Mário Pam, fala sobre os trabalhos sociais mantidos pela entidade. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr
Salvador - Mais do que um instrumento da expressão cultural afro-brasileira, o bloco Ilê Aiyê se transformou em símbolo de luta e de inclusão social da população negra na capital baiana.
Em 34 anos de história, os trabalhos voltados para a comunidade são considerados pelo grupo até mais importantes do que o próprio carnaval.
Integrante do bloco que ganhou status de associação cultural, o mestre de banda Mário Pam acompanha a evolução do Ilê Aiyê há 16 anos.
Sem esconder o orgulho, o músico enumerou, em entrevista à Agência Brasil, vários dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, que tem sede na ladeira da Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade.
“O carro-chefe do Ile Ayiê atualmente são os projetos sociais. Como exemplo, temos a Escola Mãe Hilda, que existe há mais de 15 anos e oferece aulas da alfabetização, até a quarta série, inteiramente de graça. Além disso, oferecemos aulas de dança, canto, percussão, cidadania, expressão corporal e sexualidade. Temos ainda diversos cursos profissionalizantes para possibilitar a inserção no mercado de trabalho da comunidade na periferia.”
Mário Pam disse que o período do carnaval serve sobretudo para viabilizar financeiramente o Ilê. Nessa época, além dos recursos governamentais obtidos, são comercializadas camisetas, fantasias e acessórios com a marca do grupo. “O carnaval e os projetos culturais do Ile Aiyê se tornaram instrumentos para viabilizar os projetos sociais. O carnaval concentra a arrecadação dos recursos, que são absorvidos e destinados diretamente para os projetos sociais.”
O Ilê Aiyê ganhou fama por ser pioneiro entre os blocos-afro de Salvador. Entre colaboradores e profissionais contratados, cerca de 100 pessoas trabalham na instituição. Hugo Costa/ABr.
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Um pais fofoqueiro
Eu não acreditava, mas seria uma indelicadeza recusar a ajuda, assim que deixamos e depois arrumamos tudo à nossa maneira. Esta mesma vizinha tinha as chaves do ap, pois é um boa costume deixar a chave com algum vizinho de confiança para casos de emergência. Não é que entrava em casa quando ainda estávamos dormindo e começava a lavar os pratos e arrumar a cozinha! É muita amabilidade, mas eu não queria compartir a minha vida privada com a vizinha. Logicamente ela é uma ótima pessoa e mantemos amizade até hoje, mas eu tive que parar com aquilo.
Um dia eu estava desenhando no meu quarto de trabalho com a janela aberta e notava que uma senhora no edifício de enfrente não parava de olhar o que eu fazia. Estava ficando nervoso, porque gosto da minha intimidade, e ela não parava de olhar descaradamente. Então, peguei um papel e desenhei um coisa enorme e imoral com um pincel atômico bem grande, e deixei em cima da mesa. Imediatamente ela fechou a janela. Ma eu tive que me acostumar a trabalhar com a janela fechada, já que sou temperamental para criar e preciso de intimidade.
Embora esteja totalmente integrado à cultura espanhola, nunca me acostumei a ser observado ou espiado. Gosto de ser discreto na minha vida, passar desapercebido e a vida alheia não me interessa.
Aqui, dizem que o esporte nacional é a inveja. Se um vizinho compra um carro grande, o outro compra um maior, mesmo que não tenha utilidade numa cidade com escassas vagas para estacionar. Se uma vizinha compra uma televisão grande, a outra compra uma maior. Inclusive as doenças são motivo de discussão. No ambulatório, as mulheres discutem sobre qual está pior. - "Eu já tive isso, não é nada comparado com o que tenho agora". " A minha dói muito mais". "Eu tomo mais remédios". E assim, tudo o que é meu é pior, melhor ou maior, mas sempre mais que o outro.
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No mato e sem cachorro
O Pensador Selvagem - Atendendo a milhares de e-mails, cartas e propostas de matrimonio, manifestando uma curiosidade incontrolável por conhecer o final da história da semana passada ("Entrei de gaiato num navio") e fugindo, sem que sirva de precedente, às linhas traçadas pelo editor desta seção, vou narrar de forma resumida a continuação desta viagem que ainda não terminou.
Depois de sair ileso da turbulenta viagem a Ibiza e já instalado na "Isla Blanca", pérola do Mediterrâneo, os primeiros dias foram cheios de novas sensações, todas agradáveis. Estar numa ilha paradisíaca no meio do mar Mediterrâneo, em outro país - isso parece importante para a gente que mora no Brasil e que sempre quer ir para o exterior pensando que os outros países são melhores. Engano. - me sentia no paraíso.
Criado no bairro do Flamengo e acostumado às águas turvas do Atlântico ao seu passo pela costa do Rio de Janeiro, ver as pedras e os peixes no fundo do mar a mais de 10 metros, através daquelas águas cristalinas, era o mais parecido a estar no paraíso. Só faltava a Brooke Shields nadando nua ao meu lado (eu imaginava esta cena uma e outra vez). Tenho que confessar que como bom brasileiro, o meu cérebro era o meu segundo órgão mais importante, sendo o primeiro deles - creio que não faz falta dizer qual - o que guiava os meus passos. Deste modo, uma das coisas que mais me chamavam a atenção, além da magnífica paisagem, era o fato de nesta ilha o nudismo não somente estar permitido, mas também muito praticado. Ver aquelas loiras e morenas (vou procurar conter a empolgação e usar adjetivos suaves) tão boas e generosas, como diria o mago Heitor Caolho em sua infinita sabedoria, totalmente nuas brincando, jogando frescobol, nadando e tomando sol, me causava uma confusa sensação - compartida por meus companheiros - mescla de alegria e desespero. É como passar com fome e sem dinheiro diante duma vitrine de frango assado.
Tanta carne fresca junta alterava o nosso metabolismo. Apostávamos para ver quem seria o primeiro. Me lembro um dia em um hotel de bangalôs onde íamos tocar pela noite, enquanto a dona nos conduzia aos quartos, o Ivan disse: "que rabão!" A mulher ouviu e respondeu: "lo siento, pero no tenemos jabón!" (jabón quer dizer sabão mas a pronuncia é quase igual a rabão), foi hilariante. Mas eu vim pra tocar (bandolim, claro) e este era o verdadeiro motivo de encontrar-nos neste lugar. Continúa

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Entrei de gaiato num navio
"O Pensador Selvagem"
Conheci um violonista em Copacabana, o Rogério Bicudo, e nos entendemos muito bem no plano musical. Eu tinha um grupo de choro e samba chamado "Sambou Dançou", com uns amigos e o Rogério propôs uma viajem à Ibiza, lugar que segundo ele, era ideal para tocar no verão e ganhar uma grana.
Depois de um ano de planejamento, eu, o Eduardo Gomes, o Ivan e o Delcio Carvalho (o compositor de "Sonho Meu", interpretado pela Dona Ivone Lara), decidimos partir para a Espanha.
Todos compraram a sua passagem de avião, menos eu. Minha mãe tinha uma amiga cujo filho trabalhava no já extinto Lloyd Brasileiro, o qual me incluiu numa lista de espera para embarcar em um dos cargueiros desta companhia que zarpasse para a Europa na data que havíamos planejado.
Como no navio não há limite de peso para a equipagem, combinamos que eu levaria os objetos mais pesados do grupo. De modo que minha equipagem se compunha de um amplificador Giannini dos grandes, um atabaque, um pacote de posters que a Riotur nos deu para divulgar o Rio e os nossos concertos, meu bandolim e duas malas grandes cheias, com tudo o que eu achava necessário para sobreviver muito tempo longe de casa.
A viagem no "Itapagé" foi maravilhosa. Durou 12 dias, durante os quais eu tive a oportunidade de cruzar o Atlântico emulando, em sentido oposto, a viagem dos meus bisavós italianos que vieram para o Brasil no final do século XIX. O mar tinha uma cor azul cinzenta muito mais escura que no Rio de Janeiro. Peixes voadores, delfins e o bom tempo me acompanharam nesta inesquecível travessia. Tinha um camarote grande e cômodo, sem luxo, mas com mesa para escrever, armário e banheiro individual. A comida, compartida com os oficiais, era boa e farta.
Meu destino era Hamburgo, onde eu deveria pegar um trem para Barcelona e de lá a Ibiza, um Ferry. Durante o trajeto, fiz amizade com todos os tripulantes, incluindo o mais importante, o cozinheiro. Num navio de carga, se você não fizer amizade com o cozinheiro, sua viagem pode ser um pesadelo.
Nos reuníamos de noite, marinheiros e eu, no camarote do cozinheiro para tocar samba, choro, cantar e beber. Ele tinha um armário enorme cheio de bebidas importadas de todo o mundo. Ainda fizemos uma escala nas Ilhas Canárias, onde depois de passear o dia inteiro, tocamos um pagode na proa do navio atraindo atenção de todos os que passavam pelo porto de Las Palmas de Gran Canaria.
Chegando em Hamburgo, os tripulantes do meu navio, me convidaram para conhecer um bar brasileiro em St. Pauli, o "Tropical Brasil nº1. Eu deveria pegar o primeiro trem para Barcelona, mas não podia deixar passar a oportunidade de conhecer um pouco daquela cidade tão interessante e a primeira que eu pisava no "velho mundo". No bar, conheci a tripulação de outro cargueiro brasileiro que me convidou a ficar até o dia seguinte para a inauguração do Tropical Brasil nº 2. Me ofereceram pernoitar no seu navio, pois tinham um grupo musical com baixo, bateria e tudo. Foi o maior barato, tocamos todos no Tropical Brasil, numa noite memorável. Então, já haviam passado duas noites, com os gastos que isso supõe. E eu, ingênuo, achava tudo barato. No Brasil, um maço de cigarros custava mais de 2.000 cruzeiros e na Alemanha com duas moedinhas eu comprava o meu cigarro. Parecia muito barato, só que aquelas duas moedinhas valiam o dobro do montão de notas que custava o cigarro no Brasil. Resultado, em três dias gastei quase 400 dólares em cigarro, cerveja, hamburguers (lógico em Hamburgo) e no "Sex Kino" (cinema de sacanagem), toda uma novidade para um brasileiro daquela época com vinte e quatro anos. Eu ia para a Espanha trabalhar e só tinha 700 dólares no bolso. Assustado fui comprar a passagem para Barcelona na estação. Como já estava quase três noites praticamente sem dormir, pensei comprar uma passagem em algum trem com cama. Na minha ingenuidade, imaginei que uma passagem de primeira classe incluiria uma cômoda cama, igual as dos filmes. E aqui começaram os meus problemas. Continúa
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Ministro da Educação é vaiado e abandona evento, sob clima de confronto
Brasília - Presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, causou tumulto no 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Manifestantes do PSTU exigiram que ele deixasse o local, o que acabou acontecendo
Brasília - Presença do ministro da Educação, Fernando Haddad, causou tumulto no 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). Manifestantes do PSTU exigiram que ele deixasse o local, o que acabou acontecendo
Brasília - Militantes e profissionais da educação ligados ao PSTU fizeram com que o ministro da Educação, Fernando Haddad, tivesse que abandonar o 30º Congresso Nacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), 30 minutos após sua chegada ao evento.
A chegada do ministro causou tumulto no auditório do Centro de Convenções Ulisses Guimarães, onde estão sendo votadas as propostas de política educacional a serem defendidas pela entidade na gestão 2008-2011.
Haddad chegou acompanhado da filha e foi recebido com vaias e apupos por parte de militantes do PSTU e correntes de profissionais da educação ligadas ao partido e à central sindical Conlutas. Um dos gritos de guerra entoados pelos manifestantes foi "Eu sou de luta, sou radical, não sou capacho do governo federal".
Quando Haddad conseguiu se sentar na primeira fila do auditório, os gritos dos manifestantes passaram a ser de "fora já daqui!". Alguns chegaram a atirar bolinhas de papel na direção do ministro. Marco Antônio Soalheiro / ABr.![]()
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Etiquetas: Educação
Operação Hora Certa

Brasília - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) começa nos próximos dias a Operação Hora Certa, um programa de fiscalização extraordinária da qualidade da prestação dos serviços aéreos, para detectar e corrigir atrasos nos vôos domésticos.
Foto: Marcello Casal Jr./Abr
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Zonas urbanas não oferecem risco de febre amarela
O Brasil não tem casos de febre amarela urbana desde 1942 e, a partir de 2003, a ocorrência da doença vem caindo gradativamente. A hipótese de um retorno do tipo urbano da febre está descartada. Os casos suspeitos estão localizados e restritos a áreas onde algumas pessoas entraram em florestas e matas nas últimas semanas, sem serem vacinadas.
Desde o início de dezembro, as secretarias de saúde dos estados notificaram 26 casos como suspeitos. Apenas três dentre dessas ocorrências foram confirmadas, sendo dois óbitos de pessoas com provável infecção em zona de mata de Goiás e um caso que evoluiu para a cura com local provável de infecção no Mato Grosso do Sul.
O Ministério da Saúde tomou todas as medidas preventivas para evitar a incidência da doença antes mesmo da confirmação de casos sob investigação. Uma grande barreira sanitária nas áreas de risco, protegendo estados e municípios contra a febre amarela, foi montada.
Em 2007, a média mensal de despacho para vacinação de rotina foi de 961 mil doses por mês, num total de 11,5 milhões. Em janeiro deste ano, o governo federal enviou para todo Brasil 3,23 milhões de doses de vacina.
O Ministério da Saúde orienta que apenas procure os postos de saúde para tomar vacina pessoas que morem ou forem visitar as áreas de risco e que nunca tenham se vacinado ou foram vacinadas antes de 1999. A vacina assegura 100% de imunização, após o décimo dia de aplicação. Essa proteção dura dez anos e o seu reforço durante este período não é necessário, nem recomendado.
“O Brasil é o maior produtor mundial de vacina contra a febre amarela e os postos de saúde estão sendo abastecidos e as autoridades sanitárias, preparadas para atender a quem realmente precisa tomar a vacina”, afirmou o ministro da Saúde, José Gomes Temporão.
Transmissão
A Febre Amarela Silvestre ocorre somente em áreas de matas, em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que picam os primatas, hospedeiros do vírus e, depois, o homem. Prevenir o mosquito, cuja reprodução está ligada ao ambiente silvestre, é impossível. Eles fazem parte da natureza.
A febre amarela é sempre transmitida pelo mosquito contaminado. Não há possibilidade de contágio no contato com doentes. Os sintomas que levam a suspeita da doença iniciam com febre, dor de cabeça, dor no corpo evoluindo com hemorragia e pele e olhos amarelados. Nessa situação, o paciente deve procurar um serviço de saúde. SECOM![]()
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Etiquetas: febre amarela, Saúde
Boemia, aqui me tens de regresso
A noite de Madrid tem algo especial. A gente respira arte, cultura e "Solera", palavra que se usa aqui para expressar a personalidade do ambiente. As opções são muitas e variadas. Há bares e "Salas de Fiesta" para satisfazer aos mais exigentes animais noturnos.
Pra quem gosta de um barzinho, tem que começar a noite descendo pela "Calle Huertas", uma rua cheia de bares, desses pra levar a namorada, pra encontrar alguma ou pra conversar ouvindo boa música. Nesta rua tem um bar onde pode-se ouvir música clássica ao vivo, é o "La Fídula". Mas atenção, o silencio na hora da atuação é sagrado. Nesta mesma zona está um dos bares mais famosos e típicos, o "Viva Madrid". Quem for a Madrid e não conhecer o viva Madrid, não pode dizer que conheceu a cidade.
Depois de tomar a/as primeira/as na calle Huertas, pertinho de lá, na "Plaza del Ángel" está o "Café Central", a casa de jazz mais tradicional de Madrid, com preços bem populares, somente cobram um couver sobre as bebidas pedidas durante o show. Alguns dos melhores músicos de jazz do mundo passaram por lá. Depois do primeiro passe, ainda dá tempo para ir ao "Clamores" pegar o segundo passe. Lá a música é mais variada e pode-se ver de tudo, mas sempre com um alto nível de qualidade. Se preferirem, não dá tempo pra tudo numa noite, outra boa pedida é o "Café Populart", lugar eclético, com boa música (jazz) e bom ambiente onde com sorte poderemos ver algum músico brasileiro tocando.
Se você for rápido, ainda tem tempo para visitar o "Café Berlin", no centro (dá pra fazer todo o circuito andando), para ouvir um pouco mais de música em um ambiente elegante com uma decoração espetacular.
Leia o resto deste artigo no portal "O Pensador Selvagem"







































































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