Google
 

Video convite "O Pensador Selvagem"

JB Online

Globoesporte no Brasileirão 2007: Notícias, Vídeos, Tabela de Jogos e tudo sobre seu Time

Boom Planeta Latino

Bloco Ilê Aiyê trabalha há 34 anos pela inclusão social


Dirigente do bloco Ilê Aiyê, Mário Pam, fala sobre os trabalhos sociais mantidos pela entidade. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr

Salvador
- Mais do que um instrumento da expressão cultural afro-brasileira, o bloco Ilê Aiyê se transformou em símbolo de luta e de inclusão social da população negra na capital baiana.

Em 34 anos de história, os trabalhos voltados para a comunidade são considerados pelo grupo até mais importantes do que o próprio carnaval.

Integrante do bloco que ganhou status de associação cultural, o mestre de banda Mário Pam acompanha a evolução do Ilê Aiyê há 16 anos.

Sem esconder o orgulho, o músico enumerou, em entrevista à Agência Brasil, vários dos trabalhos desenvolvidos pela instituição, que tem sede na ladeira da Rua do Curuzu, no bairro da Liberdade.

“O carro-chefe do Ile Ayiê atualmente são os projetos sociais. Como exemplo, temos a Escola Mãe Hilda, que existe há mais de 15 anos e oferece aulas da alfabetização, até a quarta série, inteiramente de graça. Além disso, oferecemos aulas de dança, canto, percussão, cidadania, expressão corporal e sexualidade. Temos ainda diversos cursos profissionalizantes para possibilitar a inserção no mercado de trabalho da comunidade na periferia.”

Mário Pam disse que o período do carnaval serve sobretudo para viabilizar financeiramente o Ilê. Nessa época, além dos recursos governamentais obtidos, são comercializadas camisetas, fantasias e acessórios com a marca do grupo. “O carnaval e os projetos culturais do Ile Aiyê se tornaram instrumentos para viabilizar os projetos sociais. O carnaval concentra a arrecadação dos recursos, que são absorvidos e destinados diretamente para os projetos sociais.”

O Ilê Aiyê ganhou fama por ser pioneiro entre os blocos-afro de Salvador. Entre colaboradores e profissionais contratados, cerca de 100 pessoas trabalham na instituição. Hugo Costa/ABr.

0 comentarios:

Google