O Pensador Selvagem - Atendendo a milhares de e-mails, cartas e propostas de matrimonio, manifestando uma curiosidade incontrolável por conhecer o final da história da semana passada ("Entrei de gaiato num navio") e fugindo, sem que sirva de precedente, às linhas traçadas pelo editor desta seção, vou narrar de forma resumida a continuação desta viagem que ainda não terminou.
Depois de sair ileso da turbulenta viagem a Ibiza e já instalado na "Isla Blanca", pérola do Mediterrâneo, os primeiros dias foram cheios de novas sensações, todas agradáveis. Estar numa ilha paradisíaca no meio do mar Mediterrâneo, em outro país - isso parece importante para a gente que mora no Brasil e que sempre quer ir para o exterior pensando que os outros países são melhores. Engano. - me sentia no paraíso.
Criado no bairro do Flamengo e acostumado às águas turvas do Atlântico ao seu passo pela costa do Rio de Janeiro, ver as pedras e os peixes no fundo do mar a mais de 10 metros, através daquelas águas cristalinas, era o mais parecido a estar no paraíso. Só faltava a Brooke Shields nadando nua ao meu lado (eu imaginava esta cena uma e outra vez). Tenho que confessar que como bom brasileiro, o meu cérebro era o meu segundo órgão mais importante, sendo o primeiro deles - creio que não faz falta dizer qual - o que guiava os meus passos. Deste modo, uma das coisas que mais me chamavam a atenção, além da magnífica paisagem, era o fato de nesta ilha o nudismo não somente estar permitido, mas também muito praticado. Ver aquelas loiras e morenas (vou procurar conter a empolgação e usar adjetivos suaves) tão boas e generosas, como diria o mago Heitor Caolho em sua infinita sabedoria, totalmente nuas brincando, jogando frescobol, nadando e tomando sol, me causava uma confusa sensação - compartida por meus companheiros - mescla de alegria e desespero. É como passar com fome e sem dinheiro diante duma vitrine de frango assado.
Tanta carne fresca junta alterava o nosso metabolismo. Apostávamos para ver quem seria o primeiro. Me lembro um dia em um hotel de bangalôs onde íamos tocar pela noite, enquanto a dona nos conduzia aos quartos, o Ivan disse: "que rabão!" A mulher ouviu e respondeu: "lo siento, pero no tenemos jabón!" (jabón quer dizer sabão mas a pronuncia é quase igual a rabão), foi hilariante. Mas eu vim pra tocar (bandolim, claro) e este era o verdadeiro motivo de encontrar-nos neste lugar. Continúa







































































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1 comentarios:
Reuniao do Coletivo Brasil Catalunya e Rede de Brasileir@s no Exterior (incluindo participantes do Encontro sobre Transnacionalismo, do GEDIME - Grupo de Estudos sobre Imigraçao, da Universitat Autònoma de Barcelona).
Dia 13 de Fevereiro de 2008, quarta-feira, 19h30, no Centro Cívico Drassanes. (Calle Nou de la Rambla, nº 43 – Metro Paralelo, Telefone 93 441 2280 – está no centro de Barcelona e é uma rua que começa nas Ramblas, muito conhecida).
Pontos de Pauta:
- Documento de Bruxelas (e Documento de Lisboa, principais produtos dos últimos Encontros de Brasileiros no Exterior);
- Articulaçao da Rede de Brasileir@s no Exterior e realizaçao do 3º Encontro de Brasileiros no Exterior, na Espanha, em 2008.
- Cartilha Brasileiros no Exterior e demais açoes do Conselho Nacional de Migraçoes (Brasil) / Ministério do Trabalho e da Justiça do Governo do Brasil e da SubComissao de Migraçoes da Comissao de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados (Brasil). Incluindo proposta da Casa do Trabalhador Brasileiro na Espanha;
- Participaçao no Fòrum Social das Migraçoes;
- Contatos com o Consulado, Ministério das Relaçoes Exetriores, Presidência da República do Governo do Brasil e demais assuntos de interesses dos participantes.
Informaçoes: 654 209 238 (Flávio Carvalho).
Col·lectiu Brasil Catalunya - Rede de Brasileir@s no Exterior.
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